Sono e a sua influência no desempenho no TAF

Cada vez mais, observam-se concurseiros perdendo o sono por diversos motivos: trabalho noturno, insônia, distúrbios do sono e até mesmo diversão. Observamos que a perda do sono pode ser extremamente maléfica e ter efeitos desastrosos para você que está buscando passar nos testes físicos de um concurso.

Devido à antiga crença de que o sono afeta somente a mente, e não o corpo, resolvemos buscar na literatura científica o que os estudos dizem a respeito da privação do sono no desempenho esportivo, no metabolismo e no emagrecimento.

Considerações Fisiológicas

As duas principais vias de sono que afetam a liberação de hormônios são a via do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e a via do sistema nervoso autônomo (SNA).

A liberação de hormônios por outras glândulas endócrinas e pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal é bastante influenciada pelo sono, desregulando alguns hormônios, como o hormônio do crescimento (GH), o cortisol (hormônio do estresse), a corticotropina, entre outros.

O sono também é influenciado pela regulação endócrina através da modulação da atividade do sistema nervoso autônomo. Durante o sono profundo, a atividade do sistema nervoso simpático é diminuída, e a atividade do sistema nervoso parassimpático é aumentada. A maioria dos órgãos endócrinos são sensíveis a mudanças nas atividades do SNA simpático e parassimpático. Por exemplo, a perda de sono com a atividade simpática desregulada afeta a secreção de insulina e a liberação de leptina pelas células de gordura, um hormônio regulador da saciedade e do apetite, que ocasiona o controle e a saciedade alimentar.

Sono e Obesidade

Nos últimos anos, as evidências de grandes estudos epidemiológicos realizados em vários países indicaram a existência de uma associação negativa entre a duração do sono e o IMC. Ou seja, quem dorme menos tem maior índice de obesidade (Vioque et al; Shigueta et al.; Vorona et al).

A redução do sono tem um impacto no gasto energético, muito em parte pela associação à diminuição do exercício físico voluntário e pela menor taxa metabólica de repouso.

Um outro estudo mostrou que quem teve uma média de 5 horas de sono teve um aumento da perda de massa muscular e queda do metabolismo de gordura em repouso em comparação com quem dormiu normalmente (7 horas) (Nedeltcheva et al).

Sabemos que o excesso de gordura e a perda de massa muscular são fatores extremamente indesejáveis para os concurseiros.

Mas Calma Aí! Não Vá Querer Passar o Dia Inteiro na Cama

Outros estudos indicaram uma diminuição do IMC com o aumento da duração do sono.

Um estudo interessante mostrou a relação entre a duração do sono e o IMC. Nele, foi constatado que o tempo médio gasto na cama foi significativamente associado com o IMC de uma forma de U. Ou seja, dormir pouco ou dormir muito tinha alta relação com os índices de obesidade (Singh et al.).

Sono e Desempenho Esportivo

Um estudo de revisão das principais pesquisas mostrou forte relação entre privação de sono e queda em diversos parâmetros desportivos, como: queda no tempo de reação, atenção, memória, aumento da irritabilidade e desconcentração, alterações metabólicas, sinais de cansaço, náuseas, dores articulares, redução da troca de calor (menor sudorese).

Embora ainda não haja certo consenso de que a privação de sono afete o desempenho aeróbio, é importante observar que diversos estudos mostraram que a redução das horas de sono promove um aumento da percepção subjetiva do esforço. Com uma menor percepção do esforço, há uma redução do tempo para a fadiga e, consequentemente, diminui-se o desempenho aeróbio.

Um estudo conduzido por Martin mostrou que sujeitos que foram privados de sono por 3 dias tiveram um efeito deletério de menor percepção de esforço com a perda de sono com efeitos posteriores de menor tolerância ao exercício.

Mougin também relatou que aqueles que tiveram seu sono interrompido por um período de três horas tiveram um menor consumo de oxigênio, frequência cardíaca maior e maior concentração de lactato durante o exercício intenso.

Conclusão

Claramente, a perda do sono não afeta somente o cérebro, mas também toda a parte física do corpo. Evidências recentes sugerem que a perda de sono, condição comum na sociedade moderna, pode ser um fator de risco para doenças crônicas, incluindo a obesidade e o diabetes.

Ou seja, uma boa noite de sono entre 7 e 8 horas parece proporcionar os melhores efeitos para a composição corporal e o desempenho esportivo e intelectual.


Professor Dr. César Marra – CREF 1542/G – DF

Especialista em Fisiologia do Exercício

Mestre em Educação Física

Doutor em Saúde Pública


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